Em comentários recentes à Environment Protection Agency – EPA (Agência de Proteção Ambiental) sobre 1,4-dioxano como um dos primeiros 10 produtos químicos para avaliação de risco, o American Cleaning Institute – ACI (Instituto Americano de Limpeza) pressiona a EPA a se concentrar no uso efetivo de ingredientes, em vez de procurar subprodutos, resíduos ou contaminantes em suas avaliações de risco.
 
Além disso, de acordo com o ACI, a Califórnia, segundo a Prop. 65, estabeleceu um limite de segurança para 1,4-dioxano. Se um produto exceder esse limite, deverá incluir um aviso no rótulo. O Instituto observa que, uma vez que nenhuma empresa quer tal rótulo em seu produto, os fabricantes estão cumprindo com o limite proposto, e há um sistema de conformidade em virtude de empresas fiscalizadoras que examinam regularmente produtos e enviam os relatórios ao Estado.
 
Em suas observações, Paul DeLeo, vice-presidente associado de segurança ambiental do ACI, observou que o documento de informações preliminares da agência inclui links para mais de 200 documentos, principalmente fichas de dados de segurança, para vários materiais. De acordo com DeLeo, como resultado desta pesquisa, a EPA concluiu que é improvável que o 1,4-dioxano seja intencionalmente usado em formulações de produtos comerciais e de consumo atualmente disponíveis.
 
"Concordamos com essa conclusão e, portanto, pedimos que a EPA atualize seus sites e documentos associados para remover as declarações enganosas de que o 1,4-dioxano é usado em produtos de consumo", disse DeLeo. "1,4-dioxano não é utilizado como ingrediente deliberadamente adicionado em produtos de consumo e acreditamos que a distorção da Agência é confusa para os consumidores e implica riscos potenciais para os consumidores devido à presença potencial de vestígios da substância que possam estar presentes involuntariamente em certos produtos em níveis extremamente baixos".
 
Em seus comentários, DeLeo lembrou a EPA que:
• A mera presença de vestígios de impurezas não intencionais ou resíduos de processo em certos materiais e produtos não representa uma "condição de utilização" de 1,4-dioxano;
• A presença de 1,4-dioxano em quantidades vestigiais nos produtos de consumo não atende ao padrão estatutário de "pode ​​apresentar um risco não razoável" para conduzir uma avaliação de risco sob a lei alterada;
• A Agência já fez uma determinação de uso seguro com relação a um número de surfactantes que poderiam potencialmente conter 1,4-dioxano como um subproduto de fabricação.
 
"Uma série de surfactantes que provavelmente contêm 1,4-dioxano como resíduos estão na EPA Safer Choice Safer Chemical Ingredient List", observou Brian Sansoni, vice-presidente de iniciativas de sustentabilidade, comunicação e adesão do ACI. "Com isso, parece que eles já fizeram uma determinação de uso seguro e têm incentivado a indústria e os consumidores a favorecerem esses produtos químicos durante anos. Será interessante ver se a EPA vai recuar em relação a SaferChoice".
 
Fonte: Happi